segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Férias no Rio parte | Cinquentinha: Maria Bethânia comemora meio século de carreira sem perder a majestade!




Fotos: Vinicius Pereira


Memorável o show no Vivo Rio! Se em 13 de Fevereiro de 1965 chovia muito no Rio de Janeiro e, ainda como agravante, havia a promessa de má sorte do tal número do azar, a máxima caiu por terra quando Nara Leão apresentou a todos sua substituta em “Roda Viva” no extinto Teatro Opinião, em Copacabana: uma menina de 17 anos vinda da Bahia chamada Maria Bethânia. Seu sonho de se tornar cantora podia até ser impossível, mas… Nada disso! Era questão de tempo – já que talento sobrava – para que ela viesse ao mundo das artes e se tornasse uma das maiores intérpretes da MPB. Com sua voz única e presença marcante, entoando “Carcará”, seu canto atravessou meio século e oxalá, sobrevoa até hoje os céus do Brasil – ainda bem! – motivo pelo qual a artista agora comemora, a partir desta noite de sábado (10/1), seus 50 anos de carreira. E o mesmo Rio Maravilha que recebeu sua voz de braços abertos acolhe nesse momento sua diva maior no palco do Vivo Rio para celebrar esta data tão especial. Em turnê com “Abraçar e Agradecer”, com mais apresentações ainda neste domingo (11/1), quinta-feira (15/1), sábado (17/1) e domingo que vem (18/1).
O show, que segue para São Paulo e depois continua pelas grandes capitais brasileiras durante todo o ano de 2015, tem direção e cenografia de Bia Lessa – que a acompanha desde seus últimos espetáculos “Carta de Amor”, Amor, Festa e Devoção” Dentro do Mar tem Rio”. Por sua vez, a coordenação e produção musical é de Guto Graça Mello, produtor responsável por álbuns marcantes em sua carreira como Ciclo”(1983) e As Canções que você fez pra mim” (1993).

Dessa vez, a banda é formada por Jorge Helder (regência e contrabaixo), João Carlos Coutinho (piano e acordeom),Paulo Dafilim (violas e violão), Pedro Franco (violão, bandolim e guitarra), Marcio Mallard (cello), Pantico Rocha(bateria) e Marcelo Costa (percussão). E, ao contrário de sua emblemática estreia no Rio, neste sábado não choveu. Pelo contrário, o céu estrelado era de tirar o fôlego e o mar sereno e o calor senegalês – mesmo às 22hs no horário programado para o espetáculo – contribuíram para mais uma noite mágica. Na entrada, via-se uma certa ansiedade do público, normal, né!?! Shows da Bethânia hoje em dia são coisa rara e sempre que se é conhecido dessa forma, vem aquele frisson nos mortais que precisam ser arrebatados por algumas horas de catarse.
E, como não poderia deixar de ser, o show foi mesmo espetacular! A começar pela a estrela maior, que entra em cena com a casa vindo abaixo. Em um mimo ao irmão Caetano, abre o primeiro ato do espetáculo com “O eterno em mim”. Em seguida, emenda “Dona do Dom, de Chico Cesar, e “Gita”de Raul Seixas e Paulo Coelho. Aí, se o clima já era quente, o coro ardeu por completo, cool!

No mais, um momento alto no 1° ato: a declamação de poema de Clarice Lispector em tom sensível e único que nos comove. Gostoso demais! Depois, em passagem que vai ficar para os anais da MPB, a diva tasca “Tatuagem”, de Chico Buarque, de roubar a cena num repertório escolhido a dedo. Lindo mesmo! E, para qualquer dor de cotovelo. agora é a hora de se jogar e cantar sem medo de que o amigo do lado perceba o tal sofrimento. Relaxa baby! “Se há algum direito ao grito, então eu grito!”, Bethania solta.
A presença em cena e o figurino alinhado dão aquele tom respeitável, e a iluminação acertada e as projeções aos pés da cantora se encarregam de favorecer o todo do espetáculo, fazendo parecer que a artista está flutuando no mar. Primoroso. Tudo parece um culto que convida o público a lavar a alma, e o que importa é estar bem consigo mesmo, ficar atento aos sinais que a cantora joga ao leu. Aliás, ao leu não. Nada é por acaso ali.
Minha Matéria retirada do site Site Heloisa Tolipan

Com histórias de altos e baixos, o Cais do Sodré é o novo point de badalo em Lisboa

Depois da calmaria decadente, tempestade regada a agitos: antiga zona de prostituição portuária renasce na capital portuguesa, servindo de exemplo para o Porto-maravilha, no Rio!!


Em época de revitalização do Cais do Porto, no Rio de Janeiro, é hora de conhecer outro exemplo, no exterior, de como é possível transformar o lixo em luxo. Afinal, nada como o burburinho das metrópoles, sempre em constante transformação. Lugares que estavam na moda podem sair dos holofotes de uma hora para outra, assim como paragens insuspeitas são propensas se tornar novos objetos do desejo da rapaziada que frequenta as baladas, como já aconteceu com a Barceloneta, antiga área degradada em Barcelona e com o Puerto Madero, uma das pérolas atuais de Buenos Aires. Assim, quem viajar para Lisboa poderá descobrir aquele que é atualmente o ponto dos descolados na capital portuguesa: o Cais do Sodré. Para quem não está familiarizado com Portugal, o nome pode até parecer estranho, mas, retrocedendo no tempo, é possível confirmar a história deste local, intimamente ligado ao mar.
Na época das descobertas e grandes navegações, era uma zona dinâmica e chamava-se Bairro Cata-qué-farás, lugar onde eram construídas as embarcações usadas para se chegar às novas terras além-mar, ponto de partida para novos povos e novas culturas. Ou seja, o local era berço do cosmopolitismo lusitano. O curioso nome original foi dado pelo Conde de Sabugosa (nada a ver com o famoso Visconde de Monteiro Lobato!), que costumava apelidar os lugares com significados e expressões, tipo “procura que há de achar” ou “trabalha que hás de vencer”. Bom, reza a lenda que a areia do Tejo possuía pó de ouro, o que levava os viajantes a peneirar as areias da praia com afinco. Daí o “cata-que-farás”. Apesar deste mito, outras hipóteses para explicar o nome foram surgindo ao longo dos anos, mas, ainda assim, o significado do Cata-que-farás continua um daqueles mistérios que Lisboa preza em guardar.
No século XIII, a região passa a se chamar Cais do Sodré por conta da importância da família homônima, que habitava a zona e mantinha íntimas ligações com comércio marítimo. A história do cais liga-se também aos seus edifícios, espaços de encontro e convívio, com saraus que fizeram desta área um dos lugares da moda na frenética Lisboa do século XIX. Com o passar dos anos, entretanto, o bairro foi saindo do circuito e dando lugar à degradação, com bares mal frequentados e repletos de público suspeito, como costuma acontecer nas regiões portuárias. Acabou ficando conhecido pelos estabelecimentos duvidosos com nomes de capitais do norte da Europa, pura isca para atrair malfadados marinheiros que, mal chegavam, iam logo se divertindo com “senhoras bem mimosas” que perambulavam pelas esquinas escuras. Basfond! 
Por isso mesmo, é ótimo quando espaços que foram importantes  – e acabaram relegados ao esquecimento! – se reinventam, se transformando em novos polos de agito, como aconteceu recentemente com o Cais do Sodré que, agora, tem diversão de sobra para oferecer ao público e turistas. Novo ponto de diversão lisboeta (despido da velha fama de zona de prostituição, mas, ao mesmo tempo, se beneficiando dessa aura), ele volta a ser um lugar de badalo, cheio de gente animada pronta para circular no pedaço e encher o copo no fim da noite, a fim de esquecer a crise que assola a Europa. Afinal, a recessão vem mudando os hábitos noturnos dos portugueses e agora, mais do que nunca, a diversão com economia é uma premissa, caso contrário, as lamúrias dos baladeiros de plantão acabam até superando a fossa dos fadistas.


Após o projeto de requalificação do bairro, com interdição do trânsito de uma das vias, o Cais do Sodré floresceu, impulsionado por algumas restrições impostas no Bairro Alto, tradicionalmente o local maior da diversão na cidade, eleito pelo portugueses e turistas como “o point” e até mencionado na música “Marujo Português” cantada por Maria Bethânia. Sim, as coisas mudaram muito no Bairro Alto e, devido às reclamações dos moradores locais em relação ao barulho e ao horário da baderna incessante, houve uma tentativa de melhorar a frequência no bairro, motivo suficiente para a boemia se cansar de vez e descer até o Cais. Agora, as noites no novo local de encontro têm sido ao barrote – para usar uma gíria portuguesa -, com o lugar apinhado de gente na rua, tipo Lapa ou Baixo Gávea, no Rio. Dizem as más línguas que, quem tirar o pé do chão corre o risco de perder o lugar! Assim, vale a pena destacar aqueles highlights que têm dado o que falar, tanto no boca a boca quanto nos novos guias de viagem à terrinha. Pode anotar no seu caderninho e conferir tudinho na próxima viagem à Lisboa, sob o risco de ser tachado de careta, caso não dê uma passadinha por lá:
– Pensão do Amor: tem esse nome porque encontra-se no edifício que já foi uma pensão com quartos alugados a prostitutas, que recebiam seus seus clientes no cafofo. Agora, o prédio é ocupado por vários espaços, desde ateliês de artistas a bares transados. Com entrada pela Rua do Alecrim (com direito a espaço para uma esplanada) e pela Rua Nova do Carvalho, tem cafetaria/bar no primeiro piso, decorada como cabaré – lembrando o tempo em que o local era hot point da mulherada da vida -, todo em tons de vermelho. Tem também uma sala polivalente para concertos, palestras e outros eventos, além de incluir uma livraria temática dedicada ao erotismo, e ainda conta com um cabeleireiro. Imperdível!
– Music Box: música ao vivo e DJs tornam este espaço um dos mais ecléticos e mais concorridos da noite lisboeta, com oferta intensa de concertos e eventos, com sons passando pelo jazz, rock e house, sempre para um público variado.
– Sol e Pesca: já foi uma loja de artigos para pesca desportiva e profissional, daí o nome. Agora, com decoração composta por varas de pescar e anzois no café que ocupa o espaço, é perfeito para aquela pescaria, tipo pegação, nos agitos noturnos da cidade. Tem serviço de delivery , pois, além dos copos os vinhos (todos portugueses), serve conservas bacanas acompanhas pelo ótimo pão alentejano. Delícia!
– Povo: podia ser apenas mais um bar de petiscos, mas trata-se de uma “tasca artística” onde se ouve, sobretudo, fado, mas também outros gêneros musicais como o flamenco, tango ou zarzuela. Mais passional, impossível. É um espaço muito simples e, ao contrário de outros dedicados ao fado, não se trata propriamente de uma atração turística, estando aberto a todos os apreciadores da música portuguesa, em geral.
Bom há mais opções, porém, com estas sugestões, já dá para o visitante começar a desfrutar do Cais do Sodré,e aproveitando tanto apra começar como terminar bem a noite em Lisboa. Agora é só aproveitar a próxima estadia em Lisboa para conferir.

Minha matéria retirada do Site Heloisa Tolipan

sábado, 4 de outubro de 2014

Estado laico com os dias contados? Eleições 2014 e o oportunismo em nome de Deus na era dos “Marinacas”

Após esse hiato de meses sem por cá aparecer, já era hora de dar as caras no meu blog e voltar a esquentar isso aqui. Agora falando do lado de cá, vamos por partes, porque ainda ando me adaptando a esse novo Brasil. Em tempos de eleições e por tudo que ando "a ver" resolvi brindar essa reestreia, falando da maior “festa” da democracia brasileira. Chegou a  hora de se ligar! Deixar de comer mosca e votar com responsabilidade, afinal, o seu voto nunca foi tão importante para mudar os rumos de uma eleição tão incomum. 

Quando falamos do nosso país sabemos que muito precisa ser melhorado, fato! Houve avanços, muito por conta de uma grande revolução de mentes atribuído a internet e acesso a  informação que liberta. Mesmo aos mais desavisados ou aqueles leitores ávidos dos jornais de referência talvez já estejam mais direcionados à quem votar. Para aqueles menos interessados, que andam mais perdidos que cego em tiroteio, esse papo que anda boiando já deu! Em sua rede social qualquer ser normal já foi bombardeado com alguma informação relevante ou provocativa que desperta a curiosidade. Ainda dá tempo de mudar os rumos. Para um recém chegado de tantos anos fora, é de se espantar estas eleições e no jeito brasileiro de criar alguns arquétipos e personagens para alimentar as fábulas da terra brasilis, temos: O pai da nação, a mãe do PAC, e agora, com tamanha comoção nacional temos a viúva da nação. A “viuvez” da candidata Marina Silva, -quem diria?! Gerou uma grande comoção nacional, elevando a simpatia dos solidários brazucas pela vice de Campos, tanto, que num provável segundo turno, com o apoio dos eleitores de Aécio Neves a candidata pode chegar a presidência. “Tudo pode ser se quiser será, já dizia a vidente Xuxa!” 


Se vocês não se ligaram, naquela época da tragédia do jatinho -não declarado- Já era de preocupar as atitudes da Marina, bizarrices de mal gosto nunca antes vista nesse país, (roubando um jargão petista) praticadas no enterro de Eduardo Campos, entre gafes de selfies, e num comentário infeliz intitulando-se a candidata salvacionista, dando ares que à sua candidatura  era escolha de Deus, quando Ele permitiu que Campos morresse tragicamente ao invés dela. What?! Lembram disso? Trash! Para muitos que simpatizavam com a luta da seringueira e a história política da presidenciável, é bacana pensar na possibilidade de termos um presidente comprometido em questões ambientais –mesmo quando sabemos que a candidata a presidência, não foi assim a ministra do meio ambiente dos sonhos, e não fez nada de jeito para salvar o desmatamento da Amazônia- mesmo assim: ficava um ponta de esperança, até a Silva mostrar as garras da sua forte inclinação religiosa.  Será que é só o começo do facismo religioso que por aí está por vir? Infelizmente com as atitudes da candidata estamos á margem de um atraso gigante numa tragédia mais que anunciada.  

Uma das mais importantes conquistas democráticas é a separação entre religião e política. Todos devemos ser iguais diante das leis, sem influências das nossas opções individuais sejam elas, religiosas, sexuais, étnicas. O bacana é sermos diversos nas nossas opções de vida, porém, iguais nos nossos direitos como cidadãos. Não há qualquer problema em Marina ser evangélica, o problema é quando essa posição dita seu modo de governar, favorecendo a sua gente, um presidente tem de governar para todos. Rousseau, em seu Contrato Social, obra que trata das principais questões da vida política, num capítulo dedicado a religião, fala dos perigos dessa “mistureba”, ele diz assim: “O cristianismo é uma religião totalmente espiritual, preocupada somente com as coisas do céu, a pátria não é desse mundo”. Ainda diz que os cristãos estão muito desligados do mundo real deixando de ver com os olhos desse mundo o que precisa ser feito para o bem dessa coletividade seja ela quem for. O casamento gay não é só um luxo de meninos que desejam dar um tapa na sociedade, a rapaziada quer ter uma vida normal como todo cidadão que paga seus impostos e deseja construir uma família -Seja ela vista com estranheza por quem for- Esse é um direito assegurado pela constituição, mesmo que brasileiro não dê importância a nossa carta magna. Um representante do executivo não pode simplesmente rasgar um item de suma importância: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. É revoltante em pleno séc XXI ainda rolar esse tipo de discussão. A presidente Dilma muitas vezes teve de ceder a pressões dos mais conservadores no congresso, porém, teve de ceder, não fazia parte de suas convicções; Marina Silva é conservadora. Já declarou seu posicionamento religioso e até mudou o seu plano de governo para agradar a sua religião, tem por trás  líderes religiosos nefastos como o pastor Silas Malafaia, Levi Fidelix da bancada católica e Felicianos.  
Se nos últimos anos alguns avanços no campo moral e de costumes, devido à omissão e conservadorismo do Legislativo e acordos políticos do governo, têm sido decorrentes de posicionamentos do STF, como a união civil entre homossexuais, aborto de feto anencefálico e pesquisas com células-tronco, as perspectivas são de que, com estas eleições, a composição do Congresso deverá ficar ainda mais conservadora. 

Falando do Malafaia, o cara complicou as impressões que muitas pessoas tinham sobre as igrejas evangélicas. Mesmo com alguns atrasados mentais, ainda há igrejas sérias e pautadas na boa fé cristã nos moldes da igreja primitiva criada por Matinho Lutero. Um bom exemplo é a convenção Batista que ainda se mantém fora destas discussões despropositadas. Cada um no seu quadrado, cada um na sua! Não podemos também colocar todas no saco, há gente séria e que leva o verdadeiro amor de Deus ao próximo, ainda bem! A coisa é séria... 

Para terem uma ideia o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) prevê que a chamada bancada evangélica cresça, aproximadamente, 30% com as eleições. Atualmente, são 73 parlamentares: 70 deputados e três senadores. Se a previsão se concretizar, a bancada evangélica contará, a partir de 2015, com 95 parlamentares, num salto de 12% para quase 16% da composição de forças. Com essa moral que a Marina vem dando, os caras ganham força e com a articulação político-partidária, eles conseguem brecar uma série de iniciativas que contrariam os princípios que defendem, o que é um estímulo a que concorram à eleição. Além disso sabemos do controle das massas e a grana que rola  em apoios para estimular esse “exército em nome de Deus” para “dês-satanizar” Brasília, tem um forte financiamentos de campanha.  A revista norte-americana Forbes, no início de 2013, mostrou que igreja, no Brasil, é um ótimo negócio. Segundo a revista, o bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, encabeça a lista dos neopentecostais donos das maiores fortunas no país. Ele tinha, na época, US$ 950 milhões. Em seguida, Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, com US$ 220 milhões. Em terceiro, aparece Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, com US$ 150 milhões. Em quarto, R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, com US$ 125 milhões. São votos expressivos no país, o número de evangélicos protestantes sobe. Eles eram 15,4% da população há apenas uma década, hoje são 22,2%, cerca de 42,3 milhões de pessoas, de acordo com o último censo. Provavelmente podemos ter em 2015 uma presidenta que ao invés de consultar Rousseau, Maquiavel, tende a ter como referências, Malafaias e felicianos, fato! Alguma coisa só pode mesmo estar fora da ordem!  

Era bom que as pessoas deixassem de ser religiosas, porquê a religião afasta as pessoas, promove o sectarismo e a intolerância. Junto vemos o preconceito, o ódio velado e o estímulo a banir o que é diferente. Que diferença há entre um estado Islâmico que pratica barbáries gravando execuções em nome de Allá e um estado que fere os direitos fundamentais, ambos em nome de Deus, pelas suas crenças? Bom mesmo são as pessoas espirituais, diferente dos religiosos, estes concentram a sua atenção, em valores como perdão, compaixão, reconciliação, misericórdia, solidariedade, amor e caridade, princípios comuns a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade e não de religião, você promove a justiça a paz, pretende somar e não dividir. As pessoas dão as mãos e se unem na busca da superação do sofrimento humano. “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!” Chico Xavier. Quando pensamos nestes religiosos com a caneta na mão ditando crenças perigosas lembro desse caso, de uma vida marcada pela intolerância e rejeição. Essa é mais uma  triste história contada por Daniel Pierce, um jovem de 20 anos, da cidade de Kennesaw, Estado da Geórgia. Esse "menino" grava o momento que é expulso de casa por ser gay pelos seus pais religiosos. Vocês tem mesmo a certeza que Deus que é infinito amor, apoia este tipo de atitude?  Veja:   Pais religiosos x Filho gay                        

 “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa” Ele era simples e amoroso, em nenhum momento Ele invade a intimidade de ninguém. Precisamos mudar os rumos da história, fala-se de uma nova política, será que o nosso país precisa dessa tal nova política apresentada como a solução pelos “Marinacas”? Quem avisa amigo é, ainda dá tempo de acordar ou preferem entrar num pesadelo de 4 anos? Bom, não há pior cego o que não quer ver. Resta a esperança que ela na posse, caso seja eleita, solte a cabeleira, e sambe na cara dos fundamentalistas revendo os seus conceitos e seja a presidente fraterna promovendo assim uma política, próspera e igualitária. 

Bom voto!