terça-feira, 17 de novembro de 2015

Marcio Honorato é o Brasileiro por trás das famosas hamburquerias de Lisboa e novos hábitos alimentares dos Portugas


Entre os poucos empreendedores de sucesso atualmente, é possível afirmar que o brasileiro Marcio Honorato é chapa-quente. Literalmente. Explica-se: na terra do bacalhau, o vício por carne picada tem se revelado uma ótima pedida e um novo tipo de hambúrguer tem feito sucesso na capital portuguesa, bem de acordo com a recessão. E o empresário brazuca, instalado na cidade há mais de 11 anos, descobriu sua galinha dos ovos de ouro. Ou melhor, o bife de ouro. Desde 2011, seu negócio não para de crescer e o olho gordo em cima da Honorato Hambúrgueres Antesanais pode acabar virando regra, com a necessidade de importação de uma mãe de santo para benzer o restaurante com muita arruda e catchup.
Seus hambúrgueres têm cara de american diner de filme de cinema e viraram febre em uma metrópole que se orgulha da sua tradição culinária, anti-americanófila e cheia de peixes grelhados, aletria e doces à base de gema de ovo. Agora, o burburinho é tão grande que, na esteira do seu trabalho, surgem a cada dia novas opções. E, com a concorrência acirrada, é possível dizer até que há uma “guerra gourmet” no segmento. No passado, quando Honorato abriu sua minúscula casa de hambúrgueres no Príncipe Real, o espaço logo ficou badalado, com direito a fila na porta e todo aquele boca a boca. “Para evitarmos filas de espera, por favor, não espalhe que comeu aqui o melhor hambúrguer de Lisboa”, lia-se em um cartaz à entrada, ideia do próprio dono. Foi assim que o cara com jeitinho de cativar conseguiu arrebanhar a clientela e amealhar sorrisos até hoje.
Hoje, quem passa à porta da segunda hamburgueria Honorato não pode se queixar de não ter sido avisado. As filas dos recém-viciados na calórica iguaria são cada vez mais compridas, mesmo sendo este novo espaço bem maior do que o pequeno restaurante do Príncipe Real, com capacidade para mais de 100 pessoas. Sim, na vibe do cosmopolitismo que agora domina a cidade, a “honorotização” agora é mais frenética! E, embora estes afamados hambúrgueres pertençam agora ao Grupo Multifood, que comprou o negócio, o antigo dono Márcio Honorato continua a ser a verdadeira alma por trás da cozinha e de todas as decisões que envolvam o menu. Tudo ainda continua a ser escrito em um enome quadro de giz, como manda a tradicional gastronomia lusa. Para a alegria geral da nação de comensais, as 14 receitas de sempre permanecem imexíveis, desde o hambúrguer de picanha ao famoso Capitão Fausto com agrião, pickles, molho barbecue e cheddar, tudo de dar água na boca. E até mesmo o Troika, uma versão low cost apenas com carne e pão que sai a módicos 5,50 euros, sucesso absoluto para a turma da caderneta de poupança. Sinceramente, com toda a crise, a boa sacada do “brasilêiro” veio bem a calhar, e, seja para quem é português ou para quem deseja economizar em uma viagem turística, o Honorato Hambúrgueres Artesanais faz parte do roteiro.
Para mais informações segue o facebook:
https://www.facebook.com/HonoratoHamburgueresArtesanais
Minha matéria no Site Heloisa Tolipan

Arco da Augusta com Arco do Triunfo? Não é São Paulo amor, é Lisboa!

Com vista aérea deslumbrante, o monumento recém-restaurado, na capital portuguesa, faz do arco o novo queridinho dos turistas!



Em sua próxima ida à Lisboa, pode esquecer o Castelo de São Jorge, Mosteiro dos Jerônimos ou a Torre de Belém. Nos últimos tempos, aquilo que tem dado a falar na capital portuguesa é um lugar que se tornou símbolo da renovação depois de uma catástrofe: o Arco Triunfal, ou Arco da Rua Augusta, que começou a ser construído em 1755, logo após o terremoto que arrasou a Baixa de Lisboa e até ocasionou um tsunami, acredita?! Pois, pois, sim sinhore! Pelas bandas de lá, a terra tremeu e abalou geral.


Recentemente, o Arco foi completamente remodelado e, em agosto, Lisboa ganhou uma nova atração turística. O acesso ao fabuloso terraço onde o visitante pode ter uma vista privilegiada sobre a emblemática Praça do Terreiro do Paço – uma das maiores da Europa, com cerca de  36000 m2, debruçada sobre a Baixa pombalina, a igreja da Sé, o Castelo de São Jorge e o Rio Tejo, de onde a caravela de Cabral partiu a caminho do Atlântico e chegou por aí.
O caminho das pedras não é difícil: para subir, há elevador. Depois, 45 degraus separam a sala do relógio – onde se pode ver uma exposição que sintetiza a história do Arco, desde o início da construção até à sua conclusão, em 1875 – do balcão junto ao céu. Ao chegar lá em cima, o visitante é brindado com uma vista incrível e belas esculturas deCélestin Anatole Calmels – escultor francês que viveu grande parte da vida em Portugal – representando a glória, coroando o génio e o valor. Já no plano inferior, encontram-se esculturas de “grandes portugueses”, concebidas porVítor Bastos e homenageando gente do calibre de Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama ou o Marquês de Pombal. Sim, os portugueses têm orgulho daqueles que fizeram sua história. E o marquês, um dos representados e tido como uma das figuras mais importantes e controversas da história portuguesa, foi o principal responsável por todo o projeto arquitetônico, moderníssimo para a época, que reconstruiu Lisboa após o terremoto.

Outro ponto que impressiona, ao olhar de cima, é perceber como uma espécie de tapeçaria, em preto e branco, parece forrar as ruas da Baixa: é a beleza da calçada portuguesa… Sabe quando estamos no último andar de um apartamento na Av. Atlântica, em Copacabana, e vemos o calçadão? Pronto, é a mesma coisa, só que em Lisboa tudo faz sentido, com esse cenário belíssimo do velho mundo. O texto inscrito no topo do arco remete à descoberta de novos povos e culturas: VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD – “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.
Devido às limitações do espaço, o Arco não pode ser visitado por mais de 700 pessoas. Então, se estiver em Lisboa, se liga e tenta chegar cedo, aproveitando o máximo. Viajar pra ficar em fila não rola, não é mesmo?! O Arco da Rua Augusta está aberto ao público diariamente, entre as 09h00 e as 19h00, e o ingresso custa 2,5 euros por pessoa, mas a entrada é gratuita para crianças até aos cinco anos.
Minha matéria retirada do Site Heloisa Tolipan

Como o verão do Brasil, a primavera Lisboeta é vida que segue cheia de opções ao ar livre

Enquanto a cidade-maravilha cruza os dedos para o calor africano acalmar, em Lisboa a contagem regressiva pela chegada da estação mais celebrada!


Se, por aqui, a chegada do outono traduz certo alívio por conta do calor de rachar, agora, no hemisfério norte a chegada da primavera é celebrada, sendo a estação mais esperada do ano. Hora de guardar os casacos e jogar o corpitcho na rua, sacolejando como s estivesse em um desenho musical da Disney! Em Portugal, por exemplo, Lisboa renasce: gente com pouca roupa sensualiza em praças públicas e os sorrisos preenchem os lábios de quem circula pelas esplanadas repletas do povo descolado, tudo sublinhado por uma luz que só a capital lusitana tem. Aliás, quem conhece Lisboa sabe dessa atmosfera, que é diferente da luminescência de qualquer outra cidade do globo. Dizem que essa luminosidade da qual tanto se fala é puro reflexo da pedra sabão, a calçada portuguesa espalhada por toda cidade. Hum, talvez.


A primavera é uma excelente época para visitar Portugal que, em 2014, foi considerada um dos melhores destinos do mundo. Além da sua diversidade e do charme europeu – que conversam muito bem com suas praias idílicas, bem próximas – tudo é cenário perfeito para quem deseja tanto descanso quanto aventuras. E é mesmo um país incrível, daqueles que envolvem. Com um ou dois dias, sem esforço, já é até possível falar “pá”. Entre todos os países do continente, “Portugale” possui invernos mais suaves e os verões quentes e secos. Aliás, o número de horas de sol chega a atingir as 3300 no sul e 1600 ao norte, índice dos mais altos da Europa! Por esta razão, a primavera é uma excelente época para dar um rolezinho (no bom sentido) por Lisboa. Dias mais longos, a temperatura amena e brisa primaveril convidam todos a atividades revigorantes ao ar livre. E, claro, as opções são inúmeras, com o visitante podendo decidir se enveredará por passeios mais descontraídos passeios ou aventuras de esportes radicais. O único possível problema é que, em abril, pode ser que chova mais do que em outros períodos. Sim, enquanto os cariocas têm as “águas de março”, os lisboetas costumam dizer “abril águas mil.” Mas, francamente, nada se compara, nem de perto, com as chuvas torrenciais do Rio ou, atualmente, de São Paulo. Até que, na capital lusitana, são chuvas bem tranquilinhas, se comparadas. E, apesar do pé d’água, os “tugas” (como eles apelidam quem é de lá, diminutivo para portuga) nada se importam e caem na rua assim mesmo, na vibe do badalo molhado. Aliás, chuva e frio é ótimo sinal, com bares e discotecas cheias, já que não dá para socializar ao ar livre, sem virar um pinto molhado. Um alívio para o comercio atual em recessão.


Na primavera, quem não quer perder dinheiro se reinventa. Há casas noturnas e bares que fecham na capital e partem para as regiões de praias, como o Algarve, no sul do país, equivalente à Búzios, só que com preços muito mais aceitáveis e opções para todos os bolsos. Sim, lá ainda não chegou a moeda brazuca “surreal”. Mas, de volta a Lisboa, agora mesmo, há uma febre surgida na primavera do ano passado, com uma enorme quantidade de esplanadas e restaurantes-terrasse inaugurados, espalhados por toda a cidade. O bacana é que se tem a possibilidade de respirar a atmosfera da cidade nestes points badalados, quase sempre cheios, apesar da crise. E, dentre esses agitos que tomam conta da estação, acontece um que, desde 2006, vem deixando a capital muito mais vibrante. 
O Out Jazz é uma ideia que dinamiza a metrópole e que acabou se tornando, sete anos mais tarde, uma espécie de encontro fundamental nos finais de tarde. Entre Maio e Setembro, as sextas-feiras e domingos ganham nova vida em Lisboa. Pelo segundo ano consecutivo, tendo o MEO (empresa de telefonia) como principal patrocinador, este festival é solução perfeita que acalma o público frenético, relaxando todos e deixando respirar, por entre espaços livres. Ótima música e bom ambiente tornam a cidade muito mais feliz. O evento corre por praças e espaços de fácil acesso e o melhor é que é gratuito. Aos domingos, o festival começa mais cedo. No ano passado, em torno de 17h, sempre ocupando espaços verdes, e ficando instalado durante um mês, em harmonia com a natureza e o por do sol. Com as notas musicais ecoando pelo parque, grupos de amigos e casais apaixonados se entregam a um belo piquenique ao som do suprassumo do jazz, soul, música de fusão e até DJs convidados. Imperdível!

Mas, para aqueles que desejam pegar uma prainha e continuarem próximos do burburinho, sem precisar descer até Faro, o vilarejo mais ao sul do Algarve, basta ir até Cascais, uma vila portuguesa marítima, pertinho e que equivale à nossa Barra da tijuca em termos de proximidade. Lá pode se refrescar em sua praia calma, chegando por lá de uma hora para outra. É bem rápido, basta pegar um “comboio” na estação do Cais do Sodré e, da janela do trem, já se degusta a vista, apreciando o mar.
Mas, caso a opção não seja praiana, um passeio de bicicleta cai bem, se o ciclista estiver preparado para desafiar as colinas da cidade ou desfrutar o percurso à beira Rio Tejo nas ciclovias do Parque das Nações e de Belém. De fato, os lisboetas tambpem fazem essa linha saúde, tipo os cariocas, com uma rede de responsa com vias para bike. Já para aqueles espíritos indóceis, bem mais aventureiros, a empresa de turismo ativo Equinócio representa uma solução, cheia de programas de pura adrenalina. Paintball, trekking, rafting, escalada e rappel são algumas das opções de diversão. Se o visitante quiser, por exemplo, realizar um passeio em outra praia bem badalada,com uma enorme extensão e mar agitadão, aproveitando para praticar surfe, poderá contatar a Guincho Adventurous, que dispõe de serviço de aluguel de bicicletas, scooters, equipamentos para surfar e até paras prática do tênis. Tipo sport delivery.
Portugal tem muitos encantos em todas as estações, mas para os brasileiros – e sobretudo cariocas – o que mais deixa todos maravilhados é entender que como a primavera de lá acaba traduzindo a renovação da vida (árvores e flores florescendo e mudando completamente o cenário urbano), mas em meio a práticas que, de longe, não se imagina que possam ser usuais em uma cidade milenar com pecha de antiga. Como diria Cecília Meirelles: “Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.” 
Minha matéria no Site Heloisa Tolipan