segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Férias Brasil - Com "Bossa Negra" Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda homenageia Vinicius de Moraes e Baden Powel e reúnem amigos


Como ali só tinha quem gostasse de samba, ninguém ruim da cabeça e muito menos gente doente do pé, já se pode imaginar como foi notável esta noite de segunda-feira (25/8). No Theatro Net Rio, Diogo Nogueira, o sambista bonitãofilho do saudoso João Nogueira, ilustre portelense, se junta com Hamilton de Holanda , músico de responsa, que ficou em evidência na cena da música brasileira em 1995, quando foi considerado o melhor intérprete no II Festival de Choro do Rio de Janeiro, com “Destroçando a Macaxeira”. O motivo do encontro? Celebrar Vinicius de Moraes e Baden Powell com seus afro-sambas em um show chamado “Bossa Negra”.

Os caras têm a tradição no DNA e inspiração não lhes falta. São defensores de um samba ao mesmo tempo autêntico, suburbano carioca e suingado. O saudoso Bezerra da Silva já dizia: “Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada rei no seu baralho, porque duas fases positivas quando se encontram só dá explosão.” Mas, se pensarmos num estrondo extraordinário, este com certeza é pica das galáxias, usando um jargão que os músicos da boemia adoram. “Malandro é malandro, e mané é mané!” Diogo e Hamilton se encontraram artisticamente em Miami, num show em duo, sem repertório, de improviso. “Deu laço, né?”, conta o primeiro em palhinha jogo-rápido comigo após o espetáculo. “Bateu aquela vontade de se encontrar outras vezes, logo surgiu o conceito do ‘Bossa Negra’, foi natural”, conta Hamilton. 
De fato, a expressão musical une os dois amigos. E como a parada não é fraca, tem que ter mesmo disposição: a escalação foi de primeira, sem medo de tomar sete gols e nada de bolada nas costas. Juntou-se o baixista André Vasconcellos e o percussionista Thiago da Serrinha – fina flor do Morro da Serrinha e da tradição do jongo. Vale ressaltar que Hamilton toca no bandolim de 10 cordas (eventualmente violão), André manda bem no contrabaixo e Thiago na percuteria (um naipe incrível de percussões), formando um trio bem diferente, nada jazzístico (como os de piano, baixo e bateria), mas típico da tal bossa negra. E nessa noite de estreia só para convidados, não faltou gente bacana, de Vera Fisher a Caetano Veloso, passando por Arlindo Cruz, Marcelo D2 e grande elenco de convidados, todo mundo naquela vibe de acertar as coisas entre amigos, conferir som bom e dar aquela força aos dois artistas para receberem o público de alma lavada o público nos dias 26 (hoje) e 27 (amanhã). 
Num primeiro momento, o repertório revira a tradição com o samba-canção “Risque”, de Ary Barroso, clássico romântico das gafieiras, ou o sambinha “Mundo melhor”, de Pixinguinha e Vinicius de Moraes, gravado por Elza Soares no auge da bossa negra. Faz a ponte entre a década de 1970 de “Mineira”, samba sacudido de João Nogueira e Paulo César Pinheiro dedicado a Clara Nunes, e o sucesso de Beth Carvalho “Samba de Arerê” –Meu samba tem muito axé, quer ver, vem dizer no pé Escute o som do tantã tem samba até de manhã…” Coisa boa, uma parceria deArlindo Cruz e Xande de Pilares. Arlindo, aliás, representa a Geração Cacique de Ramos e também está presente em“O que é o amor”, parceria com o mais jovem Fred Camacho. Já “Desde que o samba é samba”, clássico de Caetano Veloso, insere o samba na mais profunda tradição negra e ganha de Hamilton e Diogo uma interpretação antológica, mais suingada e ágil que as gravações anteriores. Outro momento alto dessa ligação com a tradição está no afro-samba inédito de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, “Salamandra”, no qual Diogo dá um show vocal e Hamilton apresenta um solo espetacular. “O cara brinca de tocar, fato!”, manda Digo na lata! O samba, que é da estatura daqueles clássicos da parceria, é construído em letra e música a partir de procedimentos típicos dos afro-sambas: na música a partir de matriz rítmica africana, na letra evocando os poderes mágicos do samba (“Deixa eu cantar meu samba/Pra apagar o fogo/Da paixão fatal/Da mandinga/Do poder da salamandra/Labareda que apaga sem dar nem sinal”…) A magia, portanto, está no ar e as forças da natureza são evocadas ao longo do espetáculo, com Diogo mantendo o figurino branco e o microfone dourado em reverência. Bom, quem é de lá sabe do que se trata. Destaque para Thiaguinho da Serrinha e sua percussão pontuando o conceito, a comunidade de Madureira e Vaz Lobo agradecem: “Bonito, garoto”!
Diogo e Hamilton juntos fazem a plateia viajar em mares profundos, sinergia total no palco e até naqueles momentos de timidez. Percebe-se a generosidade e a amizade que ambos nutrem um pelo outro. O Show passa rápido, jogada acertada ainda mais porque deixa todos com gostinho de “quero mais”, tanto que rolou bis e o teatro vem abaixo a seguir, com muitos aplausos de pé e agradecimentos a todos que contribuíram para o projeto. 
No fim, não podia deixar de conferir com a rainha do samba Beth Carvalho suas impressões. “Você é madrinha desses meninos todos, acompanhou o crescimento deles,  como é a emoção de vê-los assim?”, pergunta o repórter? “Fico muito feliz, porque pra mim, o Diogo é maravilhoso e o Hamilton de Holanda um gênio. Tenho o prazer de ter lançado ele praticamente para todo o Brasil. Ele acontecia em Brasília, depois que ele entrou no meu DVD e que eu falei dele, a coisa explodiu, graças a Deus merecidamente! Você viu que trabalho bonito, esse ‘Bossa Negra’? O Diogo está cantando muitíssimo bem e o nosso André Vasconcelos o Thiago estão sensacionais”, rasga seda a sambista.
Surpresa da noite foi esbarrar com Altay Veloso, figura reticente a badalos. e pergunto: “Altay, como vê toda essa responsabilidade em cena dessa dupla?” Ele vai direto ao ponto: “É uma grande ousadia, tanto da dupla quanto desse quarteto no palco, que coisa impressionante! São craques! Vemos de cara que é aquilo possível fazer com a música, um negócio de uma batucada fantástica. Tudo tem a ver com esperança, já que percebemos que tudo aquilo é possível.  Que orgulho de fazer parte dessa tribo”. O repórter quer saber o que poderia servir de inspiração para a molecada, e o artista não se faz de rogado: “É possível estimular essa molecada! Diogo e Hamilton fazem essa ponte, havia um hiato entre gerações que é agora recuperado, e  penso que os deuses do samba vão dar aquela catucada na garotada. Bom ver o Diogo, o que ele avançou e vai avançar muito mais. Saio pouco de casa, mas saí hoje porque tinha a certeza!”
Nesse meio tempo, que passa ao lado é Arlindo Cruz. Na lata, pergunto: “Como é ver os amigos nessa onda?” Simpático, ele embarca: “Ah, a gente é parceiro, amigo de muito tempo, vi o Diogo novinho chegando no pedaço, acompanhei todo esse processo. Agora ele já amadureceu e se juntou com o meu vizinho, porque o Hamilton mora agora no meu prédio, rsrsrs! A gente tem se encontrado, feito música. Um show lindo, esse!”, se desmancha. “E os deuses do samba, Arlindo, estão contentes?” Ele arregala os olhos e diz? “Muito contentes!”, como se ele também fizesse parte dessa divindade.
Enquanto isso, tentando dar conta dos múltiplos pedidos de selfie, Caetano Veloso recebe a entidade afro que a noite pede e, com toda a sua baianidade nagô, dispara doce, mas firme: “Foi muito bom, adorei! Os deram conta do recado, impressionaram. E esse bandolim do Hamilton é de tirar o fôlego.” Marcelo D2 também aprova o show: “Cara, é sensacional! Acho que a gente precisava disso, ainda precisamos de muito mais, é bonito mesmo; Bacana ver esses dois talentos juntos assim, dividindo o palco. Uma coragem largarem a carreia solo pra fazer isso pra gente. A MPB não vive sem  encontros assim.”
Minha matéria retirada do Site Heloisa Tolipan

Férias Brasil - Com a melhor vista do Rio Gil grava DVD e canta a Bossa Nova de João Gilberto em Niterói


Gilberto Gil é puro encanto! Com seus 72 anos e mais de 50 álbuns lançados, o artista sempre é plural, mas, agora, mais do que nunca, são vários. Nesta noite de terça-feira (2/9), ele mostrou toda a sua multiplicidade no Teatro Municipal de Niterói, ao gravar a primeira metade do DVD “Gilbertos Samba”, do álbum lançado em março, sucesso total de público e crítica que já rodou o país. Esse novo registro deverá chegar às lojas em novembro pela Sony Musice a direção é de Andrucha Waddington. Parada séria, portanto, mais do que top!
Sobre o local, Gil é categórico: “Já estive no Teatro Municipal de Niterói, mas nunca havia me apresentado aqui. O lugar é mesmo bonito, uma inspiração a mais”. De fato, esta sala de espetáculos tem lugar cativo na história. Criado em 1827 onde antes funcionava uma pequena casa de shows, o espaço passou por uma série de investidas para fazê-lo bombar, até que o ator, diretor e empresário João Caetano adquire o teatro a título de concessão e o transforma no Teatro Santa Tereza.
Mais tarde, em agosto de 1884, o espaço é reinaugurado com a presença ilustre do imperador e da imperatriz, o que revela a importância do local para os fluminenses. Luxo total! Dessa forma, um teatro digno de monarca só podia mesmo abrigar a realeza musical de Gilberto Gil, com o músico irradiando no palco toda a magnitude. Um resultado que, afinal, arrebatou o público neste início de semana. “Gilbertos Samba” apresenta um repertório que flana por canções que fizeram sucesso na voz de João Gilberto, assinadas por gente graúda como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Caetano Veloso. Daí, naturalmente, o Gilbertos com “S” no final, um duplo sentido tanto com a versatilidade de Gil quanto com a alusão aos dois homônimos da MPB: o Gil e o João.
As canções escolhidas a dedo dialogam profundamente com a essência do criador da Bossa Nova, incluindo a inédita“Gilbertos”, composta especialmente pelo primeiro para o projeto. “Estou muito feliz de estar em Niterói nesse teatro lindo interpretando esse grande artista que é o João Gilberto, presença extraordinária na música popular brasileira. Ele é incrível com a sua capacidade de criação e invenção, influenciando significativamente e principalmente a minha geração”, disse Gil. E continuou: “Sabe, na minha geração, João foi o primeiro grande impacto! Marcou não só a mim, Chico, Caetano, Gal, Bethania, Elis, pessoas que fizeram da música suas vidas, mas determinando de maneira contundente todos os que até hoje fazem a MPB continuar acontecendo no Brasil”.
Gil é acompanhado por três músicos: Bem Gil (violão, guitarra, flauta, percussão e MPC), Domenico Lancellotti(bateria, percussão e MPC) – que se diz pura alegria por tocar em casa, o cara é niteroiense – e Mestrinho (sanfona, percussão e MPC). Teatro lotado, Gil sentado com seu olhos fechados como se estivesse imaginando um sarau com o próprio João Gilberto. O público, de tão atento aos acordes, até desconfia se alguém respirava, tamanho o silêncio. Nem sequer um piscar de olhos e concentração total no mestre.
Um grande prenúncio para o material que chegará ao mercado em breve, com a nítida impressão de que bastaria colocar as câmeras posicionadas que já se teria um excelente trabalho por si só, de tão natural que é Gilberto Gil. O show é tão delicioso e intimista, amplificado pela atmosfera do local secular e do falar malemolente do artista, que se tem até uma deliciosa sensação de déjà vu, de tão bom! Destaque absoluto também para Mestrinho e sua sanfona: o rapaz brinca de tocar e agrada em cheio a galera.
Outro momento hot do espetáculo é a participação de Moreno Veloso, filho de Caetano Veloso, que sobe ao palco com a benção do “Tio Gil”. Ele acompanha os músicos com um prato e uma faca, e o resultado é de botar plateia abaixo! No geral, o show se divide em duas partes, uma mais intimista com faixas como “Desde que o Samba é Samba”, “Doralice”, “Você e Eu”; e outra que dá espaço para experimentações, numa outra pegada, brincando com sons feitos por lixa de parede, algo muito semelhante a chocalhos e recursos de MPC. Cool! Nesse segmento rola de“Desafinado”, com o público cantando junto bem afinadinho, até “Um abraço ao João”, “Eu vim da Bahia” e, como não podia faltar, “O Pato” que, óbvio, cantou alegremente: “Quém! Quém! Quém! Quém!” .
Gil e João juntos são, de fato, muito fortes, tudo tem uma presença cênica formidável. E a banda esbanja simpatia e leveza, em total sintonia com o músico.  Teatro de pé e, no bis, o baluarte da nossa música não podia mesmo deixar de dar aquele abraço a Realengo, a torcida do Flamengo, ao Chacrinha, a todo mundo da Portela, porque, afinal, com Gil o Rio de Janeiro sempre continua lindo, mesmo com a prata da politicada deixando a desejar…
 Matéria retirada do Site Heloisa Tolipan

Férias no Rio parte VI - Festival Euphoria comemora 10 anos com mega party sustentável

Pegar estrada e curtir uma boa festa não é mesmo para qualquer um. É preciso muito amor à música e acreditar num projeto que chegou para ficar e já faz parte da vida da rapaziada bacana que curte esse tipo de badalo. Afinal, já foi o tempo em que as festas de música eletrônica ainda era algo muito distante do universo do meros mortais na terra brasilis. Pioneiros no mercado de música eletrônica e entretenimento brasileiro, os produtores de evento Carlos Casanova, Fabio Brandão, João Marcelo Arraes e Paulo Sarmento atuam neste segmento desde 2002, e Tiesto World Tour, Sirena Tour, Kaballah Circus Festival RJ, Warung RJ, Amnesia Ibiza e Playground Music Festival RJsão algumas das marcas nacionais e internacionais de agitos realizados pelo grupo em todo o país. Desde então, os rapazes já fizeram cerca de 120 produções, entre as quais constam as 27 da  Euphoria, que agora comemora dez anos em edição que movimentou o interior do Rio neste final de semana, de sábado (13/12) para domingo (14/12), em Santo Aleixo.

O formato do evento é sustentável e a produção se orgulha disso. Esta última edição rolou nesse sábado no Haras dos Anjos, na pequena localidade próxima a Magé e a região, pouco acostumada com badalos, ferveu. Aliás, bombou. Foram 35 atrações musicais, entre elas, 17 internacionais.  Com a temática da sustentabilidade, a organização evocou  os quatro elementos essenciais à vida: fogo, terra, água e ar compuseram a cenografia do festival.
Logo na chegada, tudo flui muito bem: estacionamento amplo, entrada sem grandes filas e  os seguranças na porta fazendo aquele controle sério para que só a alegria fosse aditivo suficiente para segurar a marimba até de manhã. Mesmo com chuva que insiste cair, nada atrapalha esse cenário mágico da noite. E é de impressionar a dimensão do festival, com local escolhido a dedo. A galera, claro, entrou logo no clima daquelas festas do segmento terra, terra. Logo de cara, fiquei empolgado com o que viu, um misto de êxtase com a natureza e a tecnologia, tudo em plena harmonia. O som pontua o ambiente, tudo bem afinado, ainda mais em espaços desse tamanho, ouve-se tudo na mais perfeita fartura de sonoridade, cool!

Ainda por conta de apimentar a imaginação, faço questão de ressaltar o quesito interação, que fica por conta da companhia circense Up Leon, com mais de 70 artistas profissionais. A trupe brasileira, que existe há 22 anos, já se apresentou em vários países europeus, como Alemanha, Suécia e Finlândia e, pelo festival são vistos personagens lúdicos com pernas de pau de uns três metros de altura, monstros que cospem fogo, malabaristas e duendes saltitantes para aqueles que assim, como a Xuxa, acredita nesses outros baixinhos. Em todos os palcos, o evento contou com bailarinas performáticas, de acordo com a temática de cada um deles. Na Arena Fogo, por exemplo, dedicado exclusivamente ao estilo musical EDM, os anfitriões Rei Sol e Dragão, monumentos com três metros altura cada, dividem a cena com a tecnologia. Em sintonia com os ritmos dos DJs, lá surgem monstros cuspindo fogo em total interação com a galera. E, além de telões em 3D, projeções de fogo em formato não linear. Tudo hot e a galera aprova essa arena, tudo bomba! Também não é por menos…
É nesse mesmo espaço que rola a apresentação das sensação da noite, os DJs Felguk e Yves V, respectivamente, o brasileiro de maior renome internacional e o belga residente do Tomorrowland, maior festival de música eletrônica do mundo. Nem precisa ir na Bélgica agora, né? Brincadeirinha….
Visivelmente emocionado, Yves V declara: “Que coisa absurda esse ambiente. Estou adorando tocar no Rio e esse mergulho na natureza, com o festival rolando dentro de panorama natural, é algo extasiante, de ficar na memória!”
Mas, para aqueles amantes dos DJs de popularidade estratosférica, a boa inotícia é a notícia de que o  alemãoAnthony Rother, considerado o rei do techno, e o mexicano Betoko, – principal referência do estilo deep house na atualidade – marcam presença ali perto, no palco Água. Para aqueles que, assim como esse repórter, cultuam a vertente a novidade é mesmo um daqueles momentos em que todo mundo precisa viver e reviver na vida! Inesquecível. E tem ainda a boa energia que só quem foi sabe, não é mesmo?!? 
Em harmonia com as batidas e remixes dos DJs, o espetáculo Dança das Águas, similar ao apresentado no lago de um renomado hotel em Las Vegas pontua aquela boa vibe dessa arena, junto com esguichos de água e as alegorias de Sereia e Netuno, ambos com três metros de altura.
Já na Arena Terra, a imagem de uma Dríade gigante com cinco metros divide  o palco com a dupla de DJs holandesa GMS e o Israelense Ace Ventura. Nesse espaço, personagens de duendes vivos interagem com público com raios laser, além de fadinhas que são um mimo à parte nesta encenação. Perfeitas para quem precisa dar uma relaxada e refazer-se.
Em meio a toda essa diversão, uma tenda inflável sinaliza impecavelmente o espaço Ar. Nesse ambiente é permitido fazer uma viagem no tempo através da exposição de vídeos, fotos e elementos das 27 edições do festival, realizadas em diferentes estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. O clima nesta parte confirma a proposta amistosa do evento, com som chillout, estilo de música eletrônica relaxante. Seguindo essa linha mais slow, pufes dão a dica para um momento de descanso, com o. O local também abriga a praça de alimentação.
Mas, o ponto mais alto da festa é a ação sustentável, com a implantação de um copo ecológico e reutilizável, que não agride o ambiente. O conceito desenvolvido na Europa já vem sendo utilizado em países como Bélgica, Holanda, Inglaterra, França, Alemanha e África do Sul. “O francês Martin Joufflineau, trouxe a idéia para a nossa cidade e celebra a iniciativa justo em um evento desse calibre, com a dimensão da Euphoria e público de mais de 15 mil”, comenta Paulo Sarmento. “Afinal, é poupado o meio ambiente com o uso de cerca de 60.000 copos descartáveis, um dado relevante já que hoje a indústria de música eletrônica movimenta grana forte e aquece a economia”, ele completa.
Os produtores revelam que o fenômeno de explosão desse estilo de celebração na última década atual elevou alguns dos principais artistas do cenário eletrônico ao patamar de popstars e, junto com eles, seus cachês. “Com o custo das apresentações subindo significativamente, nosso grupo de produtores passou a viajar para os principais centros de entretenimento noturno do mundo, indo longe para criar estratégias de posicionamento dentro do mercado brasileiro”, revela João Marcelo Arraes, que ainda enfatiza: “Nós frequentamos os festivais internacionais de maior referência no meio à procura de novidades e tendências”.
O trabalho de campo, portanto, é uma das suas principais estratégias para contratação de artistas renomados. Desse modo, os empresários conseguem incluir DJs que são sinônimo de tendência, mas cujo sucesso ainda não se refletiu no valor de seus cachês. “Há dez anos contratamos o duo de DJs e produtores musicais, Felguk. Na época, pagamos 600 reais para contratá-los. Para a apresentação que farão na próxima edição da Euphoria, eles nos cobraram 30 mil. Ou seja, esses números mais que comprovam o crescimento do gênero dentro do mercado musical e de eventos”, exemplifica Carlos Casanova, responsável no grupo pela contratação das atrações para os eventos por eles realizados.
Para o realizador Fabio Brandão, a estrutura apresentada durante a Euphoria 10 Anos representa um marco na própria história do segmento musical: “Incluímos nesse evento nada mais nada menos do que o melhor do Brasil e o DJ residente do melhor festival do mundo, estamos fazendo história”. Que venham muitos mais!
Matéria retirada Site Heloisa Tolipan